Brasil
Duas pessoas morrem na Argentina durante onda de saque


BUENOS AIRES - Uma mulher e um homem morreram baleados durante um enfrentamento com a polícia em Rosario, na Argentina, informou o jornal "La Nacion". O choque aconteceu na madrugada desta sexta-feira, quando dezenas de supermercados e loja - a maioria no sul da cidade e de proprietários chineses - foram saqueadas. Um onda de assalto tomou a Argentina desde quinta-feira, começando em Bariloche. Ao menos três províncias do país está sofrendo com os saques.

Segundo a polícia de Rosario e a agência DyN, as vítimas seriam uma mulher de 36 anos, identificada como Carina Paz, e um homem que recebeu um tiro no peito.

A onda de saques a supermercados começou na quinta-feira de manhã em Bariloche, mas se espalhou rapidamente para outras cidades do país, gerando uma série de enfrentamentos e tumultos. Em Bariloche, ao menos seis mercados, lojas e postos de gasolina foram assaltados; 35 pessoas ficaram feridas, 20 policiais e 15 saqueadores. Centenas de pessoas, todas encapuzadas, participaram dos crimes, mas só três foram presas.

O governador da província de Rio Negro (onde está Bariloche), o kirchenerista Alberto Weretilneck, pediu ajuda à Casa Rosada, que enviou 400 policiais para controlar a desordem. A polícia estatal também enviou outros 150 agentes para Bariloche. Weretilneck, no entanto, negou que os saques tenham a ver com a pior da situação social da Argentina.

- Não são fatos que tenham a ver com a agitação social ou com questões relacionadas com a sobrevivência das pessoas - afirmou o governado, relacionando a onda de saques a “grupos ligados ao narcotráfico, ao crime e à anarquia”.

Na cidade de Campana, a 70 quilômetros de Buenos Aires, centenas de moradores de bairros pobres saquearam um supermercado e tentaram atacar outros dois, mas a polícia conseguiu dispersar a multidão. Autoridades informaram nesta manhã que mais de cem pessoas foram presas. Segundo testemunhas, havia mais saqueadores que polícia durante a madrugada, e alguns caminhões que passavam por uma estrada perto do mercado saqueado também sofreram ataques.


Asi nos dejan Internacionalmente esta gente.



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Saqueos en Argentina se extienden a otras provincias y dejan dos muertos en Rosario


Tras los disturbios de ayer en Bariloche, donde una turba saquéo supermercados y el gobierno tuvo que enviar 400 efectivos de la policía militar al lugar para contener los desmanes, la situación empeoró en las últimas horas.

Nuevos episodios de violencia se vivieron en otras provincias, como Santa Fe, Entre Ríos y Chaco. En la capital de la primera, Rosario, se registraron dos muertos, un hombre y una mujer que recibieron disparos en medio de enfrentamientos con la policía.

Según el diario la Nación, "la intendenta Mónica Fein solicitó ante la ministra de Seguridad, Nilda Garré, la presencia de la Gendarmería Nacional en la zona".

"Esta mañana, manifestantes se encontraban protestando frente a la sede de Unidad Regional II de la Policía de Rosario, al considerar que algunos fueron detenidos irregularmente y que no tenían 'nada que ver' con los saqueos", agregó el medio.

En la localidad de Campana, al noreste de la provincia de Buenos Aires, una turba intentó desvalijar un supermercado. Frente a la acción policial, el grupo bloqueó la importante ruta 9 (Panamericana), citó en las últimas horas el diario "Clarín".

Ayer decenas de saqueadores ingresaron con palos a un local de la cadena Changomás, de Walmart, ubicado en un barrio periférico de Bariloche (1.650 km al suroeste de Buenos Aires) y se llevaron televisores, bicicletas y electrodomésticos, según afirmaron testigos.

"Estos hechos no han sido casuales", dijo el jefe de Gabinete Juan Manuel Abal Medina y los vinculó con las jornadas del 19 y 20 de diciembre de 2001, cuando el Presidente Fernando De la Rúa (1999/2001) renunció en medio de una revuelta social que dejó 30 muertos en todo el país.



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